Com a propagação ao deus sol em todos os povos, com seus nomes distintos, porém com origem naquela mesma figura de Ninrode, "o deus sol", agora restava alcançar um povo, o povo do Deus de Israel, atingindo e profanando assim tudo o que fora estabelecido pelo Eterno.
Esse era o objetivo do sistema malígno e isso, infelizmente, se tornou uma realidade profetizada por Ezequiel.
"E disse-me: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para o caminho do norte. E levantei os meus olhos para o caminho do norte, e eis que ao norte da porta do altar, estava esta imagem de ciúmes na entrada.
E disse-me: Filho do homem, vês tu o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Mas ainda tornarás a ver maiores abominações.
E levou-me à porta do átrio; então olhei, e eis que havia um buraco na parede.
E disse-me: Filho do homem, cava agora naquela parede. E cavei na parede, e eis que havia uma porta.
Então me disse: Entra, e vê as malignas abominações que eles fazem aqui.
E entrei, e olhei, e eis que toda a forma de répteis, e animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor.
E estavam em pé diante deles setenta homens dos anciãos da casa de Israel, e Jaazanias, filho de Safã, em pé, no meio deles, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia uma espessa nuvem de incenso.
Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra.
E disse-me: Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem.
E levou-me à entrada da porta da casa do Senhor, que está do lado norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando a Tamuz.
E disse-me: Vês isto, filho do homem? Ainda tornarás a ver abominações maiores do que estas.
E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol.
Então me disse: Vês isto, filho do homem? Há porventura coisa mais leviana para a casa de Judá, do que tais abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz.
Por isso também eu os tratarei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, contudo não os ouvirei." Ezequiel 8
Neste texto nós vemos o templo profanado e no interior dele a adoração ao deus sol (Ninrode) bem como a adoração a Tamuz (o Ninrode reencarnado). Quando olhamos para a igreja nos dias de hoje vemos ainda essa profanação presente em seu interior.
Visão de Ezequiel: Adoração ao Sol Visão de Ezequiel:
dentro do Templo Mulheres choram no Templo por Tamuz
Neste texto nós vemos o templo profanado e no interior dele a adoração ao deus sol (Ninrode) bem como a adoração a Tamuz (o Ninrode reencarnado). Quando olhamos para a igreja nos dias de hoje vemos ainda essa profanação presente em seu interior.
Agora, como a adoração ao deus sol entrou no cristianismo e passou a estar presente no meio dos filhos de Deus? Precisamos retornar um pouco na história para entender-mos como o paganismo entrou pelas portas do cristianismo.
No primeiro século, pelo menos até o ano 69 d.C., podemos dizer que a igreja estava firmada em suas raízes judaicas, e isto era uma realidade tanto em Israel como nas igrejas fora de Israel. Vemos naquele tempo judeus e gentios formando um só povo, "o povo de Deus", se reunindo para estudar as escrituras no shabat, celebrando as festas do Senhor. O cristianismo então era mais uma ramificação do judaísmo, assim como eram os fariseus e saduceus, a única diferença entre eles é que os cristãos, chamados de "os do caminho", reconheciam Yeshua como o Mashiach, o Filho de Deus e que através deste as bençãos foram estendidas também aos gentios, fazendo de ambos judeus e gentios um só povo.
Com a destruição do templo e da cidade de Jerusalém em 69 d.C., o que fora decretado pelo imperador Tito, Jerusalém, cada vez mais, deixa de ser o centro da fé cristã. Em 132 d.C., neste cenário, aparece Bar Kochba, liderando uma revolta judaica contra o Império Romano. Bar Kochba passa a ser reconhecido pelos judeus como o verdadeiro Mashiach, o que foi confirmado por um rabino de grande renome e influência na época chamado Akiva. Aqui inicia uma grande divisão entre "os do caminho" que reconheciam Yeshua como o Mashiach e os judeus que não reconheceram Yeshua e agora afirmam que Bar Kochba era o Mashiach. Inicia-se de forma clara uma separação entre as ramificações do judaísmo.
Com todos esses acontecimentos a liderança dos "do caminho" transferiram suas bases para Alexandria, Roma e Antioquia recebendo assim grande influência do pensamento greco-romano. Muitos outros acontecimentos foram cada vez mais, corroborando com essa separação entre o cristianismo e o judaísmo e na mesma medida que "os do caminho" se afastavam das raízes judaicas eles se aproximavam de um Império Romano politeísta, pagão.
Em 306 d.C. o Imperador Constantino tornou-se o primeiro imperador cristão, influenciado por sua mãe, que havia se convertido ao cristianismo, mas quem era Constantino?
Constantino I, também conhecido
como Constantino
Magno ou Constantino, o Grande (em latim Flavius Valerius Constantinus;Naísso, 272 — 22 de maio de 337), foi um imperador romano, proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306, que governou
uma porção crescente do Império Romano até a sua morte.
Fragmentos de uma estátua monumental de Constantino.
O fato de Constantino ser um
imperador de legitimidade duvidosa foi algo que sempre influiu nas suas
preocupações religiosas e ideológicas: enquanto esteve diretamente ligado a Maximiano, ele apresentou-se como o protegido de Hércules, deus que havia sido apresentado como padroeiro
de Maximiano na primeira tetrarquia. Ao romper com seu sogro e eliminá-lo,
Constantino passou a colocar-se sob a proteção da divindade padroeira dos
imperadores-soldados do século anterior, Deus Sol Invicto, conhecido pelas suas grandes vitórias
militares, por haver restabelecido a disciplina no exército romano, e por ter
estimulado o culto ao Sol.
Constantino acabou, no entanto, por entrar na
História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo(embora nunca tenha abandonado o
paganismo), na sequência da sua vitória sobre Magêncio na Batalha da Ponte
Mílvio, em 28 de outubro de 312,
perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus
cristão. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz
solar, e nela estava escrito em latim:
Visão de Constantino, Cruz com o sol por detrás.
Cruz Solar de Constantino - Cristão + Pagão
"In hoc signo vinces"
|
— "Sob este símbolo vencerás"
|
De manhã, um pouco antes da batalha,
mandou que pintassem uma cruz solar nos escudos dos soldados e conseguiu uma
vitória esmagadora sobre o inimigo. Até um período muito tardio de seu
reinado, no entanto, Constantino não abandonou claramente sua adoração com relação
ao deus imperial Sol, que
manteve como símbolo principal em suas moedas até 315.
Moeda de bronze de Constantino, cunhada em Lagduno, na Gália, em 310, com o deus Sol Invicto.
Mas apesar de seu batismo, há dúvidas se
realmente ele se tornou cristão.
A Enciclopédia Católica afirma:
"Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo
pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos."
No dia anterior ao da sua morte,
Constantino fizera um sacrifício a Zeus, e até o último
dia usou o título pagão de pontífice máximo (pontifex maximus).
O imperador romano Constantino influenciou em grande parte na inclusão na
igreja cristã de dogmas baseados em tradições. Uma das mais conhecidas foi o Édito de Constantino, promulgado em 321, que determinou oficialmente o domingo como dia de repouso,
com exceção dos lavradores — medida tomada por
Constantino utilizando-se da sua prerrogativa de, como Sumo Pontífice, de fixar
o calendário das festas religiosas, dos dias fastos e nefastos (o trabalho
sendo proibido durantes estes últimos).26 Note-se que o domingo
foi escolhido como dia de repouso,por ser o "dia do Sol" — uma
reminiscência do culto de Sol Invicto.
Enfim, em 312 d.C., Constantino declarou o cristianismo como a religião oficial do Império Romano, dando assim liberdade aos cristãos e iniciando uma perseguição aos judeus, principalmente após o Édito de Milão(313 d.C.) e o Concílio de Nicéia, que ditou o credo Cristão. Chegamos então a um ponto crucial da entrada do paganismo na Igreja.
Constantino vê em seu império duas forças crescentes, de um lado o Cristianismo e do outro o paganismo, querendo assim unir as duas forças debaixo de seu império, uni-as através da religião, dando uma roupagem cristã a tudo que era pagão.
Todas as cerimônias, festas e qualquer coisa relacionada ao judaísmo passa a ser proibida, com a consequência de morte para quem não acatasse a decisão. Assim o Shabat (descanso) deixa de ser o dia do Senhor e o domingo que em inglês é Sanday (dia do sol) passa a ser o dia de culto. Constantino esta trazendo todo o paganismo romano para dentro do cristianismo só que, com essa roupagem diferente, assim agradando tando aos cristãos como os pagãos que viam nas celebrações uma identidade com as dos seus deuses pagãos.
A partir do próximo estudo, veremos cada uma das festas que foram inseridas na igreja e a sua origem pagã. Veremos então as festas puramente pagãs e as festas Bíblicas porém paganizadas. Até o próximo estudo.





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