quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Festa dos Tabernáculos - Porque celebrar?


Sempre que se fala sobre as festas judaicas entre o povo cristão, encontramos uma resistência muito grande.
Algumas dizem que isto é para os judeus e que nada tem haver com os cristãos de hoje, por outro lado as pessoas (cristãos) celebram outras festas típicas que nada tem haver com as origens de sua fé e muitas vezes até estão relacionadas com uma celebracão pagã e aceitam com a maior naturalidade.
Há algo de estranho por traz desta resistência que vai muito além do que uma simples questão cultural.
Mas deixemos este debate para um outro momento; estamos nos aproximando de uma das principais festas bíblicas, a Festa dos Tabernáculos e eu queria compartilhar com vocês um pouco sobre ela e o mais importante, o que ela pode trazer como edificacão da minha fé.
Comecemos então com estes textos da palavra de Deus para que possamos iniciar a compreensão desta festa e o seu significado.

"Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias." Lev.23:33,34
"Celebrareis esta como festa ao Senhor, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas geracões; no mês sétimo a celebrareis.
Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas geracões que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito..." Lev.23:41-43
"Moisés levantou o tabernáculo, e pôs as suas bases, e armou as suas tábuas, e meteu, nele, as suas vergas, e levantou as suas colunas; e estendeu a tenda sobre o tabernáculo e pôs a coberta da tenda por cima, segundo o Senhor ordenara a Moisés...Então, a nuvem cobriu a tenda da congregacão, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo." Ex.40:18,19 e 34

A primeira mencão que queria fazer em relacão a esta festa é que ela nos trás a lembranca o período em que o povo de Israel viveu no deserto, habitando em tendas, totalmente dependentes de Deus.
E ali, no meio do povo havia o Tabernáculo onde a glória de Deus descia. Ele vinha e habitava no meio do povo.
Esta festa então é a celebracão à Deus habitando no meio do povo e apontava proféticamente para Yeshua, aquele que viria habitar entre nós.

"Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel." Is.7:14

EMANUEL = DEUS CONOSCO

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graca e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai." João 1:14

HABITOU = gr. SKENOO, heb. LISHKON = TABERNACULOU

Sendo assim, esta festa apontava proféticamente para a vinda do Messias. Não é atoa que a palavra de Deus diz que tudo isto era sombra do por vir.

"Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou DIA DE FESTA, ou lua nova, ou sábado, porque tudo isso tem sido SOMBRA DAS COISAS QUE HAVIAM DE VIR;..." Cl.2:16,17

O mais interessante é que mesmo agora, após o Messias ja ter vindo e habitado entre nós, e continua habitando através de seu Espírito, mas em uma tenda temporária, além disso vai chegar o dia, e já está próximo em que Ele habitará no meio de seu povo, não mais em uma tenda temporária mais eternamente.
Já que as festas apontam proféticamente para eventos futuros e que cada uma delas se cumpriu em Yeshua assim como ele foi levado à cruz e morto como o cordeiro exatamente na festa da páscoa; assim como exatamente na festa de Pentecostes Ele derramou o seu Espírito, se a festa dos tabernáculos é Ele habitando entre nós e a bíblia afirma que isto ocorreu quando o verbo se fez carne, logo não seria lógico afirmarmos que Yeshua nasceu exatamente nest festa?
UAU!!! É exatamente isto. Você esta percebendo como compreender e discernir espiritualmente as festas bíblicas é tão importante?
Não é atoa que satanás tem tentado afastar a Igreja destas celebracões.
Yeshua nasceu exatamente na Festa dos tabernáculos, cumprindo assim o espírito profético desta festa.
Mas e o Natal? Eu sempre soube que Jesus nasceu no Natal.
Primeiro eu quero mostrar para vocês algumas bases bíblicas para esta afirmacão de que Yeshua nasceu nesta Festa dos Tabernáculos.
Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias ou seja 24 X 15=360 dias (um ano).
O oitavo turno pertencia a ABIAS (ICrô.24:10).
O primeiro turno iniciava com o primeiro mês do ano Judaico - mês de ABIBE( Ex.12:1,2; Dt.16:1; Ex.13:4).



Zacarias, pai de João Batista, era sacerdote e ministrava no templo durante o "turno de Abias"(Luc.1:5,8,9). Terminado o seu turno voultou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa estéril, concebeu João (Luc.1:24-38). Portanto Yeshua foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.


Com estes dados chegamos à conclusão que João foi gerado em fins de Junho ou início de Julho, e nascido em marco. Já Yeshua foi gerado seis meses depois, isto é, fins de dezembro e nascido no dinal de setembro ou início de outubro, exatamente quando se comemora a Festa dos Tabernáculos.


NASCEU EMANUEL! DEUS CONOSCO.


E não haveria momento mais adequado, mais profético do que este a Festa dos Tabernáculos.
Além deste existem outros fortes argumentos para apontar o nascimento de Yeshua para este período.


1)Em Lucas 2:8-16 relata que um anjo do Senhor foi até pastores que estavam vivendo nos campos para anunciar o nascimento de Yeshua. No fim de dezembro é pleno inverno em Israel e, segundo costume local, de novembro à fevereiro, os animais ficavam confinados e não nos campos.


2)Tabernáculos era uma das três ocasiões em que se dava a peregrinacão em massa, de todo o pais para Jerusalém (as outras duas eram Páscoa e Pentecostes). Nesta ocasião, não só em Jerusalém mas todas as cidades vizinhas recebiam um grande número de peregrinos. Belém dista apenas 8 kilômetros de Jerusalém. Isto pode explicar porqu José e Maria não encontraram acomodacões em Belém.


"...não havia lugar para eles na hospedaria." Luc. 2:7


Veja como conhecer as festas é importante e revelador. A bíblia narra em João que Yeshua estava presente na Festa dos tabernáculos (João 7:10) e no último dia da Festa (são sete dias de festa) Yeshua se levanta e diz:


"Se alguém tem sede venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto Ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Yeshua não havia sido ainda glorificado." João 7:37-39


Você sabe porque Yeshua fez esta declaracão exatamente neste momento? Pois agora você saberá.


No último dia da festa, ocorria uma tradicão muito esperada por todos: o sacerdote do templo se dirigia até a Fonte de Siloé, e de lá recolhia água em uma bacia de ouro.O sacerdote então se dirigia ao templo seguido por uma multidão que cantava e dancava glorificando a Deus. No templo, o sumo sacerdote derramava a água aos pés do altar, foi neste momento que Yeshua fez esta declaracão: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba...e rios de água viva correrão do seu interior!"


Yeshua estava dizendo: Eu sou Emanuel, Deus conosco, Eu sou a fonte e derramarei de minha água em seu interior. Agora entenda uma coisa.


TANQUE DE SILOÉ


SILOÉ quer dizer "ENVIADO". Quem é o Enviado? Yeshua.


Então:


TANQUE = IGREJA, NÓS.


SILOÉ = ENVIADO = YESHUA


ÁGUAS = ESPÍRITO SANTO

As águas que chegavam até este tanque vinham de um manancial, localizado em uma caverna escavada por Ezequias. O nome deste manancial era "Manancial (fonte) da Virgem". Este manancial, esta fonte é Yeshua (aquele que veio da virgem) e que jorra das suas águas (Espírito) e através do seu Espírito faz habitacão em nós.

Será que deu para você compreender esta profundidade profética presente na Festa dos Tabernáculos e que veio à tona com a declaracão feita por Yeshua naquele último dia de festa?


Tabernáculos lembra Deus habitando entre seu povo no deserto e isto apontava proféticamente para o verbo se fazendo carne e habitando entre nós na pessoa de Yeshua, que apontava também proféticamente para o Espírito Santo habitando em nós, e que aponta proféticamente também para uma habitacão eterna, não mais temporária mais definitiva de Deus com seu povo eternamente.

Isto é tremendo! Mas talvez você esteja se perguntando, mas e o Natal, porque celebramos então o natal como o nascimento de Jesus?

Como o meu objetivo aqui é dar ênfase à festa dos tabernáculos e não ao natal vou tentar resumir esta grande contaminação pagã que entrou na Igreja.

Embora todo sistema demoníaco que vemos hoje em diversas seitas pagãs bem como a presença pagã no Cristianismo tenha se iniciado aproximadamente a 400 anos da era pós diluviana com Ninrode, Semírames e Tamuz, vou me ater apenas ao Constantinismo.

Durante os primeiros 400 anos da existência da igreja, a maioria dos cristãos gentios celebravam as festas bíblicas.

Eric Meyers, professor de religião e arqueologia da Universidade Duke, escreve que a tensão que muitas pessoas associam entre judeus e cristãos, na verdade, não existia antes do século IV, quando o Cristianismo se tornou a religião oficial do Império sob o governo de Constantino.

O que parecia para os cristãos na época uma grande vitória, a "conversão" de Constantino, na verdade foi o início do fim de uma igreja naqueles moldes, pois através de um compromisso instigado por um imperador romano, a Igreja permitiu que sua herança judaica fosse removida.

Pelos três primeiros séculos de sua existência, a Igreja era basicamente um local judaico. As festas eram todas celebradas, ela estava enlaçada à raiz e era ricamente nutrida.

Entretanto, começando com Constantino e através da escuridão da Idade Média, a maioria dos elementos judaicos de nossa fé foram destruídos pela persistente e brutal perseguição de uma liderança antissemita da Igreja.

No ano 600, não existia mais quase nada daquilo que caracterizou a Igreja Primitiva.

O evento que finalmente deu inicio e levou à destruição da Igreja Primitiva ocorreu no início do século IV. Foi um evento traiçoeiro, arquitetado, crio eu, pelo próprio satanás. Surpreendentemente, foi um evento que veio camuflado na forma de uma grande benção. O "toque de despedida" da Igreja Primitiva foi a "conversão" do imperador Constantino.

Constantino, alarmado pelos rumores de que Magêncio (que havia desafiado Constantino para uma batalha) era um mestre das artes mágicas, orou pedindo ajuda ao "supremo deus", que , para ele, era Mithras, o deus Sol persa.

Como resposta a sua oração, ele supostamente teve a visão de uma cruz em fogo no céu, ao lado do sol, com as seguintes palavras:

"Conquiste através disto!"

Ele então enfrentou Magêncio e venceu a batalha.

Agora com o apoio do Imperador e o Cristianismo como a religião legal, os cristãos o aclamavam como um novo apóstolo.

Em sua "Igreja dos Apóstolos Santos", Constantino construiu estátuas para 13 pessoas: os 12 apóstolos e ele mesmo! E a sua era maior do que a dos outros.

Mas o Cristianismo tinha uma natureza judaica muito forte, o que particularmente o aborrecia. Por causa disso, começou então a realizar algumas mudanças.

No ano 325, Constantino organizou e presidiu o primeiro concílio geral da Igreja, o Concílio de Nicéia.

Inicia a tentativa de Constantino de limpar a Igreja de seus elementos judaicos. Em sua carta aos bispos após o concílio, ele declarou que era impróprio para a igreja seguir os costumes dos judeus.

Assim Constantino não somente divorciou a Igreja do Judaísmo, ele casou a Igreja com o paganismo.

Ele dizia cristão, mas parece não ter entendido quem era Jesus. Era um devoto seguidor de Mithras o deus sol persa - o "Sol Inconquistável".

Quando teve a visão da cruz no céu, perto do sol, assumiu que Jesus era a manifestação de Mithras e é aqui que começamos a entender o atual Natal, se partirmos de Constantino.

Os romanos pagãos já há tempos celebravam o 25 de dezembro como o aniversário de Mithras (que se rastrearmos na história veremos que era o dia de aniversário de Ninrode).

Uma das poucas verdades sobre o natal é o significado de seu nome "Natal".

O natal quando era celebrado apenas pelos pagãos era conhecido como "Natalis Invicti Solis", ou seja, o dia do nascimento do sol invicto.

O nascimento do sol invicto ou do sol invencível, e assim era, pois exatamente, segundo cálculos, em 25 de dezembro é a época em que o sol se encontra mais fraco porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da terra.

Não vou mais me ater a esta festa pagã do natal que entrou na igreja, pela porta da frente, aberta por Constantino, mas quero que você reflita, que caia toda cegueira que tem estado presente durante muitos séculos e que você possa viver a verdade bíblica voltando às raízes.

"Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma..." Jer.6:16














3 comentários:

Joversi disse...
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Pr. Carlos Alexandre disse...

Querido amigo, seria muito boa a sua dica de deixar as sombras e se alegrar com o real se toda a sombra já tivesse se cumprido na primeira vinda do Messias, só que a sombra continua trazendo a nós grandes revelações de coisas que ainda estão por vir. Só para esclarecer, Tabernáculos não traz apenas a revelação da vinda do Filho de Deus, mas fala de sua segunda vinda também, onde Ele virá, só que agora para Tabernacular Eternamente conosco. Quando olhamos para estas verdades bíblicas sobre as Festas, recebemos muitas revelações e conhecimentos de coisas que foram cumpridas e que ainda se cumprirão. De qualquer forma, agradeço por manifestar seu pensamento, pois creio que é desta forma que podemos compreender aqueles que ainda resistem alguns ensinos e os seus motivos. Que possamos crescer no conhecimento que vem do alto. Shalom.

sepúlveda disse...
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