quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Páscoa Paganizada


Estamos nos aproximando de uma celebração muito importante para o cristianismo, mas que tem sido abandonada pela igreja, na sua forma estabelecida por Deus, e substituída por rituais e símbolos pagãos que tem com isto profanado esta celebração.

É impressionante como satanás tem conseguido desviar a atenção dos cristãos do verdadeiro sentido das festas bíblicas, mas no momento quero ficar apenas no que diz respeito à páscoa.

Páscoa no hebraico, “pesah” significa “passar além da marca”, “passar por cima” ou “poupar’ e está relacionada à última praga do Egito, que resultou na libertação do povo hebreu, pois quem tivesse posto nos umbrais de sua casa o sangue de um cordeiro, aquela praga não os atingiria, mas PASSARIA ALÉM DA MARCA.

Esta festa era “sombra do porvir” , isto é, o Messias que viria, seria este cordeiro que morreria por nós, para que através de seu sangue fossemos libertos.

Cristo trouxe este esclarecimento aos seus apóstolos na última ceia, se identificando com este cordeiro pascoal, ao partir o pão dizendo que aquele era o seu corpo e ao distribuir o vinho dizendo este é o meu sangue.

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!

Hoje, ao celebrarmos a páscoa, temos que trazer a memória este acontecimento, de que assim como aquele cordeiro, sacrificado na ultima praga do Egito, foi um marco da libertação dos hebreus; o sacrifício de Cristo, sua morte na cruz do calvário, é um marco da nossa salvação, e é isto que deve ser lembrado nesta data.

É claro que esta lembrança, em nada agrada ao reino das trevas, e por isto o esforço sombrio para retirar desta celebração o seu foco, o seu real significado, buscando o esvaziamento completo desta festa.

Assim foram inseridos nesta festa a figura de um COELHO de um OVO e muito...CHOCOLATE. Mas de onde vieram? Qual sua origem? O que significam?

A origem dos ovos de páscoa é bem clara. Os antigos druidas carregavam um ovo como emblema sagrado de sua ordem. Na Dionisíaca, ou Mistérios de Dionísio (Baco), celebrado em Atenas, uma parte da cerimônia noturna consistia na consagração de um ovo. As fábulas hindus celebram seu ovo mundano como de uma cor dourada. O povo japonês fabrica ovos sagrados de bronze ou de latão. Na china ovos pintados são usados em festivais sagrados. Nos tempos antigos, os ovos eram usados nos ritos religiosos dos egípcios e gregos, e eram pendurados para propósitos místicos nos templos. Os poetas clássicos falam da fábula do ovo místico dos babilônios, dizem que um ovo muito grande caiu do céu no rio Eufrates, os peixes o levaram até a margem, e as pombas sentaram sobre ele e o chocaram. Assim nasceu Vênus, que mais tarde foi chamada de Deusa Síria, que é Astarte. Assim o ovo tornou-se um dos símbolos de Astarte (de onde vem a palavra inglesa Easter, páscoa).

Em várias antigas culturas espalhada pelo Mediterrâneo, no leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera. Não por acaso, vários destes ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.

Neste período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Ostara, a deusa da primavera. Em suas representações mais comuns, observamos a deusa pagã representada na figura de uma mulher que observa um coelho saltitante enquanto segura um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção dos três símbolos (mulher, coelho e ovo) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.

A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concílio de Nicéia, em 325d.c. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão.

Começamos a ver aqui, a igreja inserindo o paganismo em suas celebrações para assim conquistar mais pessoas do paganismo, adotaram um “venha como estás, tragam os seus deuses e acharemos um lugar para eles”afinal o importante é termos o maior número de aceitação possível.

Assim começou a profanação desta festa bíblica, instituída por Deus como uma celebração permanente.

A páscoa pagã com suas raízes na religião babilônica celebra o retorno de Semírames em sua forma reencarnada de Ostara a deusa da primavera, logo esta celebração imergiu nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por satanás.

A páscoa pagã é amplamente celebrada em várias culturas e religiões do mundo.

1)Na Babilônia é Ishtar, também chamada deusa da lua;

2)Para os chineses é Shingmoo;

3)Para os Druidas é Virgo Paritura;

4)No Egito é Isis;

5)Efésios pagãos é Diana;

6)Etruscos é Nutria;

7)Alemães (antigos) é Herta;

8)Gregos é Afrodite/Ceres;

9)Índia é Isi/Indrani;

10)Judeus apóstatas antigos é Astarte (Rainha dos Céus);

11)Krishna é Devaki;

12)Roma é Vênus/Fortuna;

13)Escadinavos é Disa;

14)Sumérios é Nana.

A procura do ovo de páscoa escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava “renascendo”, ela concederia uma benção especial ao felizardo.

Agora imagina o coração de Deus ao contemplar em pleno dia de páscoa, seus filhos, dentro de suas casas procurando ovos de páscoa escondidos, pelos pais (cristãos), quando deviam estar reunidos trazendo à lembrança o sacrifício de Cristo para os salvar.

Mas e o chocolate, a famosa barra de chocolate, ela afinal não é um ovo, teria ela algum problema?

Com o sistema capitalista instaurado, começou-se a ver esta celebração como uma forma de ganhar dinheiro, entrando assim a figura do chocolate em cena. Talves você pense, tudo bem, um ovo tem origem págã, mas a barra de chocolate não. É verdade, mas o grande perigo destas barras de chocolate como presente no dia da páscoa é que elas tiram o foco do verdadeiro significado da celebração. Faça um teste; chame uma criança (seu filho) e diga a ele, vamos fazer uma brincadeira, quando eu falar uma palavra você deve dizer a primeira coisa que vem a sua mente (rápido). Então, quando ele estiver pronto diga ‘PASCOA”. O que ele vai responder? Ovo....Chocolate....Cristo...Logo você vai saber se um simples chocolate tira o foco do verdadeiro significado ou não.

Eu sei o quanto é difícil para quem tem filhos pequenos em casa, mudar esta cultura pagã que foi inserida em nosso meio, afinal tenho dois filhos pequenos, mas é meu dever como pai e servo de Deus ensina-los o caminho da verdade. Por isso em minha casa, durante 364 dias no ano meus filhos podem comer estas barras mas na páscoa, tudo que possa tirar a atenção do real significado desta celebração esta fora de cogitação.

“Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade.” ICor.5:7,8.

Quando Paulo diz que Cristo é nossa Páscoa está dizendo que Cristo é nossa libertação do Egito, do mundo, e que não devemos celebrar a festa da Páscoa ou seja a festa da libertação, com o fermento velho (costumes velhos e pagãos), nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade (ázimos = sem fermento). Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os “ovos e coelho” como parte da celebração da Páscoa. Quando fazem isso estão invocando um espírito pagão! Enfim, quando fazem isso, as igrejas estão confundindo as mentes de suas preciosas crianças e até dos adultos, e não estão discernindo o sentido dos símbolos pagãos e seus significados e nem o significado cristão do dia da Ressurreição. A igreja que participa na tradição da Páscoa pagã é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo, uma mistura letal que o Senhor Jesus rejeitará!

“Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos, diz o Senhor Todo-Poderoso.” IICor. 6:17,18

“E NÃO VOS CONFORMEIS com este século, mas TRANSFORMAI-VOS pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Rm.12:2

Assim, não tome a forma do mundo, não insira a forma estabelecida pelo mundo na sua casa ou igreja, mas transformai-vos, assuma a forma estabelecida por Deus.

Que Deus te abençoe nesta Páscoa, trazendo a revelação do verdadeiro significado desta festa.

Ovo de Ostara Roda da bruxa
com Pentagrama Festividade de Ostara














Altar de Ostara


















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